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CNA e FAEMG promovem encontro de Federações do Sudeste

  • Sindicato dos Produtores Rurais de Montes Claros
  • 22 de mai. de 2018
  • 3 min de leitura

A CNA realizou na última semana, em BH, a reunião de Diretoria Executiva - Regional Sudeste e encontro com lideranças mineiras. O encontro, na sede da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Minas Gerais - FAEMG, integra um circuito de encontros regionais, com o objetivo de aproximar a entidade, as federações e seus produtores. O presidente da CNA, João Martins, destacou a importância da participação de produtores e lideranças regionais nos encontros. “O fim da obrigatoriedade foi a melhor coisa que aconteceu com o sistema sindical. Ele tem agora que se reinventar e mostrar para o produtor o que está fazendo de fato. Demonstrar porque merece que o produtor pague e sustente suas atividades. Mais que trabalhar, tem que apresentar ao produtor os resultados que alcançou. A mesma coisa fez com a CNA, a gente precisa muito desse diálogo. E dele, novos frutos certamente irão surgir também”. Para o presidente da FAEMG, Roberto Simões, foi oportunidade para que Minas apresentasse seus problemas e demandas, contando com a força política e representativa da CNA na solução em âmbito federal. “O agronegócio mineiro é forte e diversificado, mais forte. Mas os problemas são os mesmos. São questões como o funrural, entraves na negociação de verbas do crédito rural, legislações ambientais, segurança rural, invasões, demarcações e tantos outros assuntos que apresentamos à CNA para que nos ajude a solucioná-las da melhor forma”. O diretor geral do Senar Nacional, Daniel Carrara, falou sobre os 25 anos da instituição e também lembrou os desafios frente ao novo modelo de sindicalismo, resultante do fim da contribuição sindical compulsória. “Nossa missão sempre foi a capacitação rural gratuita e aberta, mas frente ao novo cenário, a tendência é que isso passe a estar disponível apenas ao produtor rural vinculado efetivamente ao sistema sindical. E estamos hoje profundamente dedicados à área de startups, agrihubs e desenvolvimento tecnológico de ponta, para impulsionarmos, de fato, um salto em modernidade para o agronegócio brasileiro. Para o presidente do Sindicato Rural de Montes Claros e vice-presidente da FAEMG, Ricardo Laughton, este é o momento para o fortalecimento do setor. "Nós produtores rurais precisamos, mais do que nunca, nos unirmos para defender nossos interesses em busca de melhorias para o setor. Os Sindicatos Rurais são o braço direito do homem do campo. O agronegócio, apesar de ser o setor mais importante do país, sofre com a falta de políticas públicas que incentivem a permanência do produtor no campo. Precisamos encontrar formas de reforçar, junto à sociedade, o nosso valor", afirma. Laughton aproveitou a oportunidade para destacar a intranquilidade que o Movimento Sem Terra (MST) e a questão quilombola têm trazido aos campo. Além disso, convidou o presidente do Sindicato Rural de Manga, Luiz Claudio Santos Chaves, que também falou sobre o tema. Políticas Agrícolas O superintendente técnico da CNA, Bruno Lucchi apresentou as principais ações estratégicas da CNA e temas em pauta nas comissões técnicas da entidade. “Temos trabalhado questões de crédito, temas pontuais das cadeias produtivas e políticas macro, como as propostas do Plano Agrícola e Pecuário 2018/19”. Lígia Dutra, superintendente de Relações Internacionais, apresentou a atuação do setor. “Buscamos, sobretudo, diversificar exportações e trabalhar favoravelmente as negociações comerciais, importando insumos mais baratos e exportando nossos produtos agrícolas. Precisamos, com isso, aumentar nossa competitividade interna, tornar nosso agronegócio cada vez mais competitivo e lucrativo”. Presidentes de Sindicatos de Produtores Rurais, Comissões Técnicas Estaduais, lideranças e produtores rurais de diversas regiões de Minas aproveitaram o espaço de diálogo com os gestores da CNA para comentar os temas apresentados, tirar dúvidas e falarem sobre demandas locais. Os temas abordados pelos produtores mineiros foram os mais variados, dentre eles a necessidade de pesquisa e desenvolvimento de culturas alternativas mais resistentes à seca no semiárido; a insegurança jurídica, invasões de terra e demarcações; Funrural e crédito rural; carga tributária e falta de infraestrutura e logística para competitividade brasileira; cenário político nacional e perspectivas para as próximas eleições; divulgação das ações do Sistema junto aos produtores, motivando a contribuição; e a oferta de produtos e serviços como estratégia para manutenção dos Sindicatos.

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